O Flamengo vota na próxima semana um contrato com a Pixbet que serve também de ferramenta de negociação para renovar o acordo de patrocínio com o BRB. Desta forma, o clube pode quase dobrar o valor que recebe atualmente pelo patrocínio master e o ombro da camisa.
Atualmente, o Flamengo recebe R$ 45 milhões por ano do BRB e R$ 24 milhões da Pixbet, um total de R$ 69 milhões. Entretanto, o novo contrato com a Pixbet pode levar esse valor total a R$ 130 milhões por temporada.
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O cálculo do Flamengo funciona da seguinte maneira: o contrato com a Pixbet prevê duas alternativas. Na primeira delas, a casa de apostas continua a ter sua marca exposta nos ombros da camisa do Flamengo até o fim de 2025, pagando um total de R$ 90 milhões.
Entretanto, o contrato prevê que, caso o Flamengo não renove com o BRB ou consiga outro patrocinador até 31 de janeiro de 2024, pode optar por promover a Pixbet a patrocinador master. Neste caso, a empresa pagaria R$ 170 milhões por dois anos ao Flamengo.
Desta forma, o Flamengo sinaliza para o BRB o valor que o banco deve pagar para se manter como patrocinador do clube. Caso opte por não aumentar o valor do patrocínio, o banco pode ser convidado a assumir o espaço da Pixbet nos ombros, tendo como base o valor de R$ 45 milhões anuais. Ou seja, exatamente o que o banco paga hoje, mas por um espaço menos nobre.
A outra opção, caso o BRB queira manter a atual exposição – e garantir presença na Copa do Mundo de Clubes de 2025, onde só o patrocinador master terá a marca exposta -, é igualar a oferta de R$ 170 milhões da Pixbet.
Criação de banco conjunto do Flamengo com BRB é incógnita
Essa segunda opção parece menos provável, já que envolveria um aumento de quase 90% no valor anual investido pelo BRB. Sendo que já houve dificuldade para renovar o contrato por valores maiores no meio deste ano.
Na ocasião, a diretoria alegou aos conselheiros do Flamengo que o contrato com o BRB era mais curto porque o clube planejava mudar o modelo da parceria. Ou seja, formalizar a sociedade entre clube e empresa para a formação de um banco conjunto autorizado pelo Banco Central no início do ano.
Entretanto, desde então, o vice-presidente Rodrigo Dunshee de Abranches retirou de pauta a emenda que havia proposto ao estatuto que permitia ao Flamengo criar empresas. Desta forma, não se sabe se houve um recuo no projeto de sociedade entre Flamengo e BRB.
Embora o potencial do negócio seja grande, a atual operação do Nação BRB ainda não garantiu lucro expressivo ao BRB. Isso porque o bônus por lucros acima do valor fixo de R$ 32 milhões anuais nunca foi alcançado nos três primeiros anos de contrato.
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