O Flamengo conquistou sua primeira vitória na Libertadores com 2 a 0 sobre o Palestino, nesta quarta-feira (10), mas a atuação gerou alguns questionamentos. Para o jornalista Eugênio Leal, da ESPN, o time teve volume ofensivo para deixar o Maracanã com goleada, mas voltou a apresentar principal problema na temporada: não conseguir converter chances claras.
“Apesar de ter sido muito superior no primeiro tempo, só fez um gol. Aí chegou em um momento do segundo tempo que correu o risco de sofrer o empate, o que seria uma tragédia. Esse jogo ontem era para golear. O Flamengo teve chances de fazer três, quatro gols e não fez. Esse é um problema que o Flamengo tem demonstrado”, iniciou Eugênio Leal durante programa F360.
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O comentarista observa excesso de confiança nos jogadores de ataque do Rubro-Negro, o que influencia nas chances desperdiçadas. Isso porque os atletas tentam fazer jogadas plásticas próximo ao gol adversário e acabam não aproveitando as oportunidades que criam. Ele entende que o problema pode não prejudicar vitória contra o Palestino, que é muito inferior, mas é alerta para jogos grandes.
“Às vezes parece que o Flamengo é um pouco displicente ou tem um excesso de preciosismo quando chega no ataque. (Pensam) ‘Tá muito fácil, vou fazer o gol com toquinho mais assim, um toquinho para lá’ e acabam não fazendo os gols que têm que fazer. Tem que pensar em bola na rede. Tem volume para isso. Ontem passou um momento de susto sem precisar, porque era jogo de fazer quatro ou cinco. “
Tite comentou chances desperdiçadas pelo Flamengo
O técnico Tite valorizou a vitória do Flamengo e elogiou principalmente a atuação no primeiro tempo, mas falou sobre o volume de chances despedaçadas. Ele reforçou que não fazer os gols aumentou o nível de tensão da partida, pois o time sabia importância da vitória, que ficou ainda maior com lances de perigo do Palestino.
“Nós sabíamos que tínhamos que vencer. Foi um grande primeiro, com grande volume e numero de oportunidades muito grande. Mas a medida que tu não faz o segundo começa a ficar nervoso, começa a ficar tenso, tem uma bola parada. E a equipe precisa ter maturidade para jogar com essa pressão e fazer o segundo. Isso vai gerando o encorpar da equipe de passar por esses momentos. Não queria. Queria já fechar o primeiro tempo, porque merecia dois ou três. Não fez e ficou pressionado. Felizmente teve oportunidade de definir.”
Mas o treinador garantiu que pede atenção na finalização constantemente no dia a dia e também tratou de forma leve. Ele brincou que pensa em treinar até os 75 anos de idade, mas disse que “se não eles fizerem os gols vão fazer parar com 63.”
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