Equipe é a mais vitoriosa da Superliga, mas não nasceu com esse nome e nem no Rio de Janeiro. Mais detalhes no Mundo Rubro Negro
MRN Informação | Adriano Skrzypa – Twitter: @FlamengoNumeros
Na última sexta-feira (17), enfim foi oficializada a parceria entre Flamengo e Sesc Rio. Após meses de tratativas e especulações, o anúncio oficial ocorreu através de uma transmissão ao vivo nos canais oficiais das instituições, no Youtube. O objetivo da união entre Flamengo e Sesc é a manutenção do vôlei de alto rendimento no Rio de Janeiro, além do fortalecimento do trabalho na base rubro-negra.
Participaram do anúncio, por parte do Flamengo, o presidente Rodolfo Landim e o VP dos Esportes Olímpicos Delano Franco. Representando o SESC, tivemos Antonio Florencio de Queiroz Junior (presidente da Fecomércio RJ e do conselho do Sesc RJ), Regina Pinho (diretora regional do Sesc) e o vitorioso Bernardinho, que será o técnico da equipe adulta.

Ao ser questionado sobre o tempo de duração entre a parceria, Bernardinho respondeu: “Quanto tempo dura um casamento? A gente não sabe. Nós vamos trabalhar para que essa relação dure o tempo que ela tem que durar. […] Não tem um prazo, vamos trabalhar para que ela (a parceria) se fortaleça”.
MAIS DETALHES: Flamengo anuncia união com SESC-RJ, e Bernardinho será o técnico
Mas você conhece a história do Sesc Rio? Quais os nomes da equipe em todas as temporadas? Quantos títulos conquistou? O Mundo Rubro Negro apresenta com detalhes a seguir!
A história da equipe na Superliga

Tudo começou em 1997, com o projeto Centro Rexona de Excelência do Voleibol – que unia uma equipe profissional de voleibol feminina e um projeto social. Na época, o Núcleo Central do projeto era sediado no Ginásio do Tarumã, em Curitiba-PR, mesmo local dos treinos e jogos da equipe profissional, conhecida como Rexona/Paraná.
A temporada de 1997/98 marcou a estreia do Rexona/Paraná na Superliga Feminina de Voleibol. Comandada pelo técnico Bernardinho, a equipe sagrou-se campeã da competição na temporada. O time voltou a conquistar o campeonato duas temporadas depois (1999/2000).
Avançamos no tempo. Em 2003, a Unilever (empresa detentora das marcas Rexona e Ades) decidiu mudar o nome da equipe: Rexona/Ades. Na temporada seguinte (2004/05), o projeto transferiu-se para o Rio de Janeiro, continuando ali a maior hegemonia do voleibol feminino nacional.
Tetracampeonato consecutivo e rivalidade com o Osasco
2005/06, 2006/07, 2007/08 e 2008/09. Tetracampeonato do Rexona/Ades diante do mesmo adversário, o Osasco. A equipe chegava aos seis títulos de Superliga conquistados (herdando os do Rexona/Paraná).
Em 2009, nova mudança no nome da equipe: Unilever. O heptacampeonato veio em 2010/11, o octa em 2012/13: ambos contra o Osasco. Na temporada seguinte (2013/14), a décima final seguida na Superliga e mais um título na conta, diante do Sesi-SP.
Em 2014, nova mudança na nomenclatura. A equipe voltou a ser chamada de Rexona/Ades. Mas a sede de títulos não mudou: as cariocas conquistaram as temporadas de 2014/15 e 2015/16: após a venda da AdeS para a Coca-Cola, em 2016, o time saiu em busca de um novo parceiro e fechou negócio com o Serviço Social do Comércio do Rio de Janeiro (mais conhecido como Sesc Rio), chamando-se Rexona/Sesc. Com o novo nome, a equipe conquistou sua 12ª Superliga em 2016/17.
Fim da parceria com a Unilever e sequência do Sesc
Em março de 2017, a Unilever encerrava sua parceria junto à equipe do Rio de Janeiro. Na ocasião, Julio Campos, vice-presidente de vendas da empresa, disse: “Ao longo desta última temporada, colaboramos com a sucessão de patrocínio da equipe, passando o bastão para o Sesc Rio. Seguimos acreditando no esporte, no impacto positivo que ele traz à sociedade, e compartilhamos dos mesmos valores. É muito gratificante constatar que construímos, juntos, o time mais vencedor da história do vôlei brasileiro e transformamos a vida de mais de 100 mil crianças e adolescentes”.
O Sesc continuou o projeto e com a equipe, batizada agora como “Sesc Rio”, teve como desempenho: em 2017/18, vice-campeonato para o Dentil/Praia Clube; em 2018/19, queda nas quartas de finais (pela primeira vez a equipe não chegava às semifinais); e a temporada de 2019/20 teve término sem uma equipe campeã, devido à pandemia do COVID-19.
Principais títulos

Superliga – 12x – 97/98, 99/00, 05/06, 06/07, 07/08, 08/09, 10/11, 12/13, 13/14, 14/15, 15/16 e 16/17
Campeonato Carioca – 16x – 1999, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2017, 2018 e 2019.
Copa Brasil – 4x – 2007, 2016, 2017 e 2020.
Campeonato Sul-Americano – 4x – 2013, 2015, 2016 e 2017.
Supercopa Brasileira – 3x – 2015, 2016 e 2017.
Torneio Top Volley – 2x – 2006 e 2009.
Salonpas Cup – 3x – 2004, 2006 e 2007.
Créditos imagem destacada: Marcelo Cortes/Flamengo